Sempre pensei que acessar sites fora do contexto do meu serviço não fosse nada perigoso. Atualmente não corro risco de embaralhar dados de pesquisa, petição e conteúdo de sites porque passo o dia com portais de tribunais abertos, no máximo teríamos uma ação de alimentos ilustrada com comentários do último julgado trabalhista no meio.
Entretanto, em outros ambientes de trabalho como Tribunais e Varas a coisa muda de figura. Espera-se do funcionário público eficiência, presteza e atenção. Não foi o caso do Tribunal de Justiça de São Paulo, onde no dia 29 podia se ler na movimentação do processo:
“Aguardando publicação do despacho de Em O Profeta, Clóvis abre um sorriso e se diz muito feliz com o filho. Quando fica sozinho, esbraveja e faz ameaças a Marcos. Lindomar encontra o colar na bolsa de Joana. Rúbia grita o nome do filho na beira do poço. Marcos desce no poço. Joana não fala nada no seu depoimento e acaba presa. Clóvis leva Sônia e Amadeu à delegacia e diz que eles são testemunhas de que Marcos tentou raptar Analu.”
A sindicância aberta pelo Tribunal, que a afastou temporariamente da função, trabalha com duas possibilidade: má-fé e erro. Pessoalmente não acredito que uma funcionária tão antiga possa pretender manchar seu currículo. É óbvio que o descuido favoreceu mas não dá pra levar em consideração má-fé.
Alguns “se” me vêm a cabeça: Se estivesse no linux a utilização de várias áreas de trabalho praticamente impossibilitaria a ocorrência de fatos como este; se soubesse da existência de abas com nome certamente saberia de onde em a informação (o fato de o nome da aba estar na linha de visão ajuda muito); finalmente, se não tivesse acesso a internet nada disso teria acontecido.
Não sou contra utilização de internet em ambiente público, apenas discordo do acesso a sites estranhos ou inseguros, num sistema operacional sabidamente desprotegido que contém informações de altíssima importância para a sociedade. Mesmo que limitado (afinal não é qualquer site que se acessa de lá), o mau uso da ferramenta seja em horários inadequados, seja para fins que não interessam ao trabalho afeta diretamente a produtividade e todos nós sabemos que no Judiciário o que não falta é serviço.
Fonte: Consultor Jurídico | Imagem da pesquisa processual no TJSP .
Que foi uma vacilada ninguém pode negar! Acredito que funcionários públicos tem de prestar um serviço de qualidade e ter responsabilidade no trabalho; porque principalmente no caso dessa funcionária, ela lida com informações muito importantes que requerem máximo de cuidado.
Em outros até concordo que o usuário saiba e possa dosar, mas no caso dos tribunais não deveria ser permitido. !!
Olá José Vitor, não sou muito a favor ao bloqueio da internet no ambiente de trabalho pois acredito que um profissional motivado não vai perder muito do seu tempo navegando em sites “estranhos”.
Com o acesso liberado e deixando ao cargo do profissional o auto-policiamento este vai sentir que a empresa confia nele podendo produzir mais e quando sentir que ele puder ou até mesmo estiver cansado possa acessar (até por entretenimento) o site que desejar.
Para evitar pegar vírus e outras coisas navegando basta utilizar softwares de qualidade.
Vendo por outro lado, ela poderia dobra a produtividade do “copiar, colar” apenas utilizando as duas formas disponíveis no linux, pois selecionar e copiar são operações distintas.
Eu acho que no linux isso seria pior, pois muitas vezes a pessoa seleciona o texto para ler melhor e muitas vezes acaba clicando por acidente com o botão do meio ou com os dois botões do mouse.